Pensamentos perdidos
Sonhos esquecidos
Estátuas quebradas
Paredes rabiscadas
Vestidos ao chão
Correntes pesadas
Portas lacradas
Cadeados trancados
O véu rasgado
A escuridão
Lágrimas caídas
Dores desmedidas
Vida interrompida
Ventura adormecida
Esperança em vão
Sentimento despedaçado
Choro escancarado
Angústia sofrida
Desespero descabido
E sempre solidão
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
PERDIDOS E ACHADOS
Na dança obscura
das multidões sem face,
escolhemos a esmo
alguma sombra perdida.
O eu também perdido,
dentre tantos esquecido,
já não suporta
lembranças de seu quarto escuro de criança.
De encontros e tentativas,
busca e fim,
alma vencida
olhos vendados,
ainda que sonhos desafiem frustações,
penetramos o óbvio,
convidamos o acaso
aceitamos o jogo.
Viver é manter sempre aceso o fogo.
das multidões sem face,
escolhemos a esmo
alguma sombra perdida.
O eu também perdido,
dentre tantos esquecido,
já não suporta
lembranças de seu quarto escuro de criança.
De encontros e tentativas,
busca e fim,
alma vencida
olhos vendados,
ainda que sonhos desafiem frustações,
penetramos o óbvio,
convidamos o acaso
aceitamos o jogo.
Viver é manter sempre aceso o fogo.
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